
Preço: 8,20 € (inclui despesas de envio
Sinopse
Pois então que venham todas as coisas e se derramem por todos os cantos e elas, as coisas, que fiquem enleadas de sal marinho e fogo com chamas até aos céus. E aí, por sua vez, que venha a lua, pois que venha e naquele céu ficam perdidas no estado de espírito as palavras ditas com presságio e sem ter podido recorrer ao cigarro que, em inconsciência de um vício vingador acendi.
Nos teus olhos todos os diálogos ditos em surdina, com abraços e sorrisos e um sabor doce na ponta da língua, derramado por cada palavra sussurrada. E tudo que não foi compartilhado, suor, lágrimas e vontades e até o desabrochar daquela flor, lembras?, aprendi naquele dia, naquele instante que durou a eternidade de um segundo a importância de olhar dentro dos teus olhos. As minhas mãos tremiam de vontade em esmagar entre meus braços, acariciar teus seios, percorrer teu corpo, tudo num só movimento, os impossíveis que a mente ordena. E foi o mesmo em outros diferentes.
Talvez algo esteja reservado para muito além de simples desejos, ou de uma camisola amarela escolhida num momento sem pensar e das transparências de um olhar a ultrapassar o horizonte, naquela praia deserta. E foi então que desceu sobre mim toda a raiva escondida numa gaveta entreaberta e tomei consciência de todo o aprendizado a escapar-se por entre as brumas do esquecimento. Vazio fiquei. De mim, de ti, de tudo e de todos. Pois que seja, mais cedo ou mais tarde acabo sempre por escutar o que não precisava de atingir, o lado mais sóbrio de mim.
Pedidos a: abentodesousa@gmail.com
Thursday, September 14, 2006
Cumplicidades
Aqui colocado por: Alexandre de Sousa at 8:04 AM 3 comentários
